[Entrevista] Terrorismo, Assassinatos em Massa e o Jihadismo – Alain Badiou

“Para descrever os acontecimentos em Paris, Alain Badiou não usa a palavra “atentados”, mas a palavra “assassinatos”, o que aproxima seus autores dos assassinos em massa americanos e exclui de entrada a referência ao islamismo radical. Para ele, desde a queda do Muro de Berlim o nosso mundo não oferece mais alternativas ao sistema dominante, e é precisamente isso o que buscam os jovens que se lançam ao jihadismo.
Entrevista do canal francês TV5 com Alain Badiou, filósofo e autor de Notre mal vient de plus loin – Penser les tueries du 13 novembre (Nosso mal vem de mais longe – pensar os assassinatos de 13 de novembro).”
Badiou realizou estudos de filosofia na École Normale Supérieure de Paris entre 1956 e 1961. Deu lições na Universidade de Paris VIII e na ENS desde 1969 até 1999, data na que foi nomeado director do departamento de filosofia desta. Também dá cursos no Collège international de philosophie. Foi discípulo de Louis Althusser, influenciado pelos seus primeiros trabalhos epistemológicos, bem como de Jean-Paul Sartre e do psicanalista Jacques Lacan.
Foi membro fundador do PSU (Parti Socialiste Unifié) em 1960. Implicado nos movimentos políticos em torno do Maio de 68, e simpatizante com a esquerda maoísta, ingressou na Union dês communistes de France Marxiste-Léniniste em 1969. Apoiou o regime do Khmer Rouge[1] durante o genocídio por esse cometido no Cambodia. Actualmente participa no grupo ultra-esquerdista L’Organisation Politique, juntamente com Sylvain Lazarus e Natacha Michel.

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