[Vídeo] “Foucault, uma leitura” – Encontro com Antonio Negri [áudio com tradução simultânea em português]

O Centro de Pesquisa e Formação do Sesc recebeu o filósofo italiano Antônio Negri, em 22 de outubro de 2016, para a palestra “Foucault, uma leitura”. A mediação fica por conta de Mário Marino, bacharel e mestrando em filosofia pela USP.
Michel Foucault gostava de comparar sua produção a uma caixa de ferramentas. “Que se use uma frase, ideia ou análise de meus livros para desmontar, desqualificar e romper com os sistemas de poder”, dizia o filósofo. É preciso que a teoria sirva e funcione, mas não por si só: ela não tem valor se não há ninguém para se servir dela. Trinta anos após a morte de Foucault, coloca-se a pergunta: suas ideias ainda são capazes de ferir a atualidade?
Conceitos como biopolítica e biopoder, trabalhados por Foucault há mais de três décadas, ainda são válidos? Quais são, atualmente, os usos novos, possíveis e imprevistos do pensamento de Foucault?
Para o filósofo Antonio Negri não há dúvidas: o pensamento de Foucault é atual; para ele, é impossível compreender o caráter dos movimentos sociais sem estudar as mudanças do mundo à luz do pensamento foucaultiano.
Com Antonio Negri, filósofo italiano tradutor dos escritos de Filosofia do Direito de Hegel, especialista em Descartes, Kant, Espinosa, Leopardi, Marx e Dilthey, tornou-se conhecido no meio universitário sobretudo por seu trabalho sobre Espinosa.
Negri ganhou notoriedade internacional nos primeiros anos do século XXI, após o lançamento do livro Império – que se tornou um manifesto do movimento antiglobalização – e de sua sequência, Multidão, ambos escritos em coautoria com seu ex-aluno Michael Hardt.

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