[vídeo] – O orientalismo de Edward Said

Edward Wadie Said (árabe:إدوارد سعيد ) nascido em Jerusalém, foi um dos mais importantes intelectuais palestinos. Sua obra mais importante é Orientalismo, publicada em 1978 e traduzida em 36 línguas.
Edward Said, em seu Orientalismo, enxerga a construção da imagem do árabe pelo Ocidente, como o outro, o irracional, o vilipendioso, tendo como uma das bases para sua argumentação, revelado na introdução da obra, a noção de hegemonia de Gramsci, o consenso dentro da sociedade civil na qual certas formas culturais predominam sobre outras, assim como certas idéias são mais influentes do que outras. Esse conceito, diz Said, é “um conceito indispensável para qualquer compreensão do Ocidente industrial”. Desse modo, a imagem do árabe não é aquilo que é, mas aquilo que o ocidente faz com que ela seja. E dentro das estruturas conceituais que construíram essa imagem, o cinema foi no século XX uma importante forma de atuação desse Orientalismo. Durante todo o último século, a indústria do cinema foi uma plataforma onde esse “árabe” do Ocidente pôde existir e agir.
Said conclama: “Sempre que vemos alguém sendo humilhado e desprezado em uma base regular, temos que nos levantar, sejamos produtores de filmes ou não, pois temos que tomar uma posição, pois é imoral e eticamente errado demonizar um povo”.
Além de Orientalismo e Cultura e Imperialismo, Edward Said tem outros três livros traduzidos para o português: Cultura e Política (Boitempo, 2003), Reflexão sobre o Exílio e Outros Ensaios (Companhia das Letras, 2003), Elaborações Musicais (Imago, 1991) e Estilo tardio (Companhia das Letras, 2009).

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